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Belém: João Alfredo, uma rua com tradição de comércio

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

 Foto: Breno Peck

A Rua João Alfredo primeiramente foi nomeada de “Rua dos Mercadores”, justamente por estarem localizados ali os principais mercados da cidade. No século XVIII, foi intitulada de “Rua da Cadeia”, por sediar o antigo presídio de Belém. Hoje, seu nome é uma homenagem a João Alfredo Corrêa de Oliveira, presidente da Província do Pará de 1869 a 1870.

No período colonial, esta via era a mais importante da cidade, pois o seu leito era um dos maiores dentre as vias da cidade e, em função disso, se alojaram ali os principais comerciantes da época. “As primeiras vias de Belém estavam localizadas na Cidade Velha. A partir de meados do século XVII, inicia-se o processo de ocupação do bairro da Campina, do outro lado do alagado do Piri, que separava a Cidade Velha da Campina”, explicou a doutora em geografia e professora da Universidade Federal do Pará, Goretti Tavares.

Em meados dos anos de 1950 e 1960, a Rua João Alfredo virou um dos principais pontos de encontro da cidade, verdadeira vitrine das melhores roupas, penteados e acessórios.

“Nas manhãs de sábado, a rua se transformava em uma autêntica passarela de moda. As meninas desfilavam em grupo e os meninos ficavam na calçada a paquerar”, contou Goretti Tavares.

De fato, a rua ainda é destinada ao comércio. A diferença é que até meados do século XX era voltado para a elite paraense. Atualmente, virou local de concentração do comércio popular.

“A João Alfredo, a partir de fins do século XIX, no período da Belle Époque, era a rua que reunia as lojas da elite belenense. Neste período, as mulheres só iam para lá vestidas com longos vestidos e os homens de paletó, chapéu e bengala”, ressaltou a doutora em geografia.

Hoje, além das lojas populares que costumam vender tanto no atacado quanto no varejo, a via é alvo fácil de camelôs, que se espalham ao longo da rua de paralelepípedos. Dos tempos em que era palco do glamour paraense, ficaram apenas os casarões e o caminho no chão - ainda em ferro - por onde passava o bonde. (Diário do Pará)

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